O Departamento de Energia dos Estados Unidos comprometeu um empréstimo de 17,5 bilhões de dólares para apoiar dez novos reatores Westinghouse e fortalecer a cadeia de suprimentos doméstica de urânio. A iniciativa deveria impulsionar os ETFs de urânio, mas os fundos Global X Uranium ETF e VanEck Uranium and Nuclear ETF apresentaram desempenho abaixo do esperado.
O programa do Departamento de Energia foca em peças que constroem e abastecem os reatores, como mineradoras, enriquecedores e fabricantes de combustível. O VanEck Uranium and Nuclear ETF (NLR) possui grandes participações em produtores de energia nuclear, o que o torna um ETF nuclear, mas não puramente de cadeia de suprimentos. Já o Global X Uranium ETF (URA) se aproxima mais da cadeia, embora apresente risco de concentração, com a Cameco detendo 22,18% do fundo.
O Sprott Uranium Miners ETF (URNM) representa uma exposição mais direta ao que o governo financia. O fundo detém 82,37% em ações de urânio e 17,63% em urânio físico. Essa exposição física permite que os preços de urânio alimentem o valor líquido sem depender de relatórios trimestrais de mineradoras. Por isso, o URNM subiu 15,5% no último ano, superando os demais.
Apesar de ser mais puro em relação ao financiamento governamental, o URNM tem custos operacionais maiores e menor base de ativos, sendo mais volátil. Investidores podem optar por realocar parcialmente ou direcionar novos aportes para o URNM, evitando a realização de ganhos de capital em fundos como o URA.


