O governo Lula da Silva iniciou um procedimento administrativo para avaliar possíveis retaliações do Brasil contra tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida, prevista na Lei da Reciprocidade Econômica, ainda não é uma resposta imediata, mas visa estudar ações contra produtos e empresas americanas.
O governo formou um grupo de trabalho para analisar os impactos das tarifas norte-americanas. O primeiro relatório técnico deve ser concluído em até 60 dias, embora este prazo marque apenas o início da análise. Antes de qualquer decisão, os ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio, e das Relações Exteriores ouvirão empresários, exportadores e importadores afetados.
A legislação permite que o Brasil reaja a barreiras comerciais consideradas prejudiciais aos interesses nacionais. Entre as opções, estão o aumento de tarifas sobre produtos importados dos EUA, restrições à entrada de bens ou suspensão de concessões comerciais. O objetivo dessas ações seria pressionar Washington a revisar as tarifas.
A equipe econômica afirmou que a prioridade permanece sendo o diálogo com Washington. O governo pode optar por não retaliar, focando em negociações diplomáticas e em mecanismos como a Organização Mundial do Comércio para reverter as tarifas.


