O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou a recuperação de 6.052 celulares roubados ou furtados durante a Operação Última Chamada. A partir de agora, a Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais consultarão a procedência de aparelhos em rodovias federais e estaduais.
A consulta será feita por meio do Banco Nacional de Celulares com Restrição, que armazena dados de dispositivos registrados como roubados ou furtados. Com o acesso ao sistema, policiais podem checar, em abordagens de rotina, se o IMEI de um aparelho possui alguma restrição. O agente pode solicitar ao cidadão o número do IMEI, que pode ser obtido pelo código *#06# ou verificado no próprio aparelho.
O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando, explicou que o cruzamento de dados entre celulares restritos e registros de veículos dos Detrans permite abordagens mais assertivas. A pasta esclareceu que a verificação do IMEI é um dado cadastral, não concedendo acesso ao conteúdo do celular. Se o cidadão se recusar a fornecer o número, ele deve provar a origem do aparelho, conforme o protocolo.
A Operação Celular Seguro, coordenada pelo Ministério da Justiça, já enviou 33.606 notificações a pessoas identificadas usando aparelhos registrados como ilícitos. Essa parceria entre o Ministério, a Anatel e operadoras permite identificar o novo usuário ao inserir um chip. O usuário recebe uma mensagem alertando sobre o registro de roubo ou furto e orientando a entrega em delegacia.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, informou que, em Amazonas e Piauí, mais de 50% dos aparelhos notificados são devolvidos voluntariamente. Segundo o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a estratégia visa atingir o mercado que sustenta a receptação de aparelhos, reduzindo a demanda por esses itens.


