O Grupo Pão de Açúcar (GPA) optou pela recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 4,57 bilhões em dívidas. A companhia negociou as condições diretamente com os credores antes de levar o acordo à aprovação judicial, evitando o caminho tradicional da recuperação judicial.
A escolha pela recuperação extrajudicial permite à empresa negociar a reestruturação de parte do passivo de forma mais direta. No caso do GPA, o grupo obteve adesão de 57,49% dos créditos incluídos no plano. Essa modalidade possibilita que a operação do grupo continue enquanto se busca uma estrutura financeira mais sustentável.
O acordo estabelecido prevê a redução superior a 50% das obrigações ao longo do prazo de pagamento. Além disso, o GPA aumentará o prazo médio da dívida para 6,4 anos. A estrutura também contempla um novo financiamento de até R$ 200 milhões e a reorganização de até R$ 1,1 bilhão em debêntures conversíveis.
Diferentemente da recuperação judicial, onde a crise financeira é tratada em um processo legal, a via extrajudicial foca na negociação prévia com os credores. O GPA também realiza a reestruturação interna, fechando unidades com baixo desempenho para reduzir custos e pressão financeira.

