O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) iniciou a greve dos servidores da rede municipal de ensino de Goiânia nesta segunda-feira, dia 17. A paralisação ocorreu após a categoria rejeitar, na quinta-feira, a proposta da Prefeitura para recomposição salarial. O Tribunal de Justiça de Goiás determinou a manutenção de pelo menos 70% do efetivo administrativo nas escolas.
A decisão do Tribunal de Justiça de Goiás estabeleceu que o percentual mínimo deve ser cumprido em cada unidade escolar separadamente. O Sintego poderá ser multado em R$ 5 mil por dia, com limite inicial de R$ 100 mil, caso descumpra a ordem. A Justiça também exigiu que o sindicato apresente, em cinco dias, documentos da assembleia que aprovou a paralisação e um plano de contingência específico para cada unidade.
A principal reivindicação dos profissionais é a correção da tabela salarial durante o mandato atual da Prefeitura. A administração municipal ofereceu um parcelamento da recomposição até 2030, proposta negada na assembleia do Sintego. Segundo a presidente em exercício do sindicato, o diálogo com a gestão municipal está paralisado.
A Secretaria Municipal de Educação informou que cerca de 9% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) de Goiânia não abriram na segunda-feira. Além da disputa salarial, a rede enfrenta gargalos estruturais, como 6.111 cargos vagos, segundo dados da Secretaria para o Tribunal de Contas do Município de Goiânia.


