Cinco empresas ligadas ao grupo controlador da Lojas Marabraz, varejista de móveis em São Paulo, pediram recuperação judicial. O pedido, feito na sexta-feira, soma dívidas de R$ 140,2 milhões. O documento alega que a crise é de financiamento, e não operacional.
A petição foi protocolada na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. As empresas listadas são Comercial de Móveis Jordanésia, S. V. C. Jaraguá, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis. O pedido surge após a falência da Móveis Jordanésia em outro processo, decisão que está suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo o documento apresentado à Justiça, a dificuldade financeira decorre de uma disputa familiar entre os controladores. Os imóveis comerciais e centros de distribuição usados como garantias para contratos bancários estavam em nome de uma sociedade patrimonial da família. Essa crise societária levou à retirada dos administradores, forçando credores a exigir novas garantias e encarecendo o crédito.
As empresas não apresentaram os dados contábeis exigidos para a recuperação judicial. Elas informaram que perderam acesso às informações após a Oracle interromper os sistemas. Assim, solicitam o restabelecimento do serviço para entregar a documentação em até trinta dias. A varejista, que teve até cento e trinta e cinco lojas em São Paulo, tem tido fechamentos sucessivos desde o fim de 2025.
A situação da Marabraz já gerava reclamações. Em dezembro do ano passado, a empresa liderou o número de queixas no Procon do Estado de São Paulo na categoria móveis, somando mais de quatro mil e cem reclamações. No site Reclame Aqui, a varejista é classificada como não recomendada, com seiscentos e cinquenta e nove registros nos últimos seis meses.


