Uma organização de fertilidade europeia defendeu a necessidade de estabelecer limites internacionais para o número de filhos que um único doador de gametas pode gerar. A proposta visa garantir os direitos de crianças concebidas por doação e mitigar riscos genéticos e sociais, conforme apresentado em conferência em Londres.
A organização argumentou que a dificuldade em rastrear parentes biológicos é um problema, citando casos em que pessoas concebidas por doação descobriram dezenas de irmãos. Um exemplo citado é de um doador holandês cujo sêmen foi usado para conceber entre 550 e 600 crianças.
Em resposta, a organização solicitou que bancos de gametas e clínicas de fertilidade respeitem um limite inicial de 50 famílias por doador na Europa. O professor Jackson Kirkman-Brown sugeriu que o objetivo final deva ser um limite de 15 famílias, embora reconheça a dificuldade de definir o número ideal.
Existem já limites em alguns países; Malta e Chipre permitem apenas um filho por doador. No Reino Unido, o limite é de dez famílias. Contudo, a aplicação dessas regras é complexa, pois os gametas doados circulam internacionalmente. A organização também apontou riscos, como a transmissão de mutações genéticas perigosas.


