O Grupo Dallas, pertencente a Valdir José Zorzo, negou qualquer vínculo do empresário brasileiro com os 189 quilos de ouro apreendidos no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. A carga, avaliada em US$ 25 milhões, estava sendo transportada em um voo fretado de uma aeronave registrada em nome de Zorzo, mas a tentativa foi frustrada por agentes locais.
A apreensão ocorreu em 22 de julho, quando autoridades frustraram o transporte aéreo do minério, que tinha destino a Dubai, Emirados Árabes Unidos. O Grupo Dallas informou à imprensa que a aeronave, matrícula PS-ZRZ, é de propriedade particular e não opera serviços de fretamento comercial. A empresa declarou que o proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer operação irregular, e que o avião está no Brasil.
Segundo o comunicado, o empresário soube do caso por meio da imprensa e determinou apuração interna. A carga foi retida porque não havia sido declarada durante as verificações pré-embarque. Funcionários da Aduana Nacional identificaram inconsistências, e o Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais (Senarecom) considerou o formulário M03 inválido.
O material permanecerá sob custódia do Banco Central da Bolívia (BCB) até a conclusão das investigações, conforme disse o procurador Gomer Padilla. A acusação apura crimes como contrabando e compra e venda ilegal de recursos minerais. Além do indivíduo apontado como responsável pelos procedimentos de exportação, outras cinco pessoas foram liberadas após prestarem esclarecimentos.

