Grupos de pressão e parlamentares da Irlanda organizam manifestações contra a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para os dias 12 e 13 de setembro. Os protestos devem ocorrer em Dublin, Shannon e nas proximidades do campo de golfe do presidente em Doonbeg, no condado de Clare.
A senadora do Partido Trabalhista, Nessa Cosgrove, classificou a viagem como um “pesadelo de segurança”. Segundo a parlamentar, a população está indignada com os preços dos combustíveis, que teriam subido devido a conflitos no Irã, e com o tratamento dado ao povo palestino por Israel. Cosgrove afirmou que a polícia irlandesa, An Garda Síochána, precisará de recursos adequados para garantir a segurança do mandatário.
Em Dublin, a manifestação está programada para começar no dia 12 de setembro, no Garden of Remembrance. Sara O’Rourke, da Liga de Neutralidade Irlandesa, informou que o ato terá como tema a rejeição à vinda de Trump. Paul Murphy, do partido People Before Profit-Solidarity, disse esperar um protesto massivo com uma coalizão ampla.
Outras mobilizações estão previstas em Shannon, onde o aeroporto serve como centro logístico militar dos EUA, e em Doonbeg. Parlamentares como Aodhán Ó Ríordáin, membro do Parlamento Europeu, declararam publicamente que o presidente não é bem-vindo na capital irlandesa, citando a relação desgastada entre Washington e a União Europeia.
A agenda prevê que Trump participe de um evento com empresários e funcionários da embaixada, além de um encontro bilateral com o primeiro-ministro Micheál Martin na residência oficial de Farmleigh House. O presidente também deve realizar a cerimônia de início das obras da nova embaixada dos EUA em Ballsbridge, no sul de Dublin.
A visita marca o primeiro encontro presidencial de Trump com a presidente da Irlanda, Catherine Connolly, eleita em outubro de 2025. Connolly, de perfil progressista, já manifestou preocupação com ataques dos EUA e Israel ao Irã em fevereiro e defendeu a diplomacia e o direito internacional em discursos oficiais.

