Mais de uma dúzia de grupos da sociedade civil solicitam que a Comissão Federal de Comércio (FTC) investigue o uso e posterior destruição de livros físicos por empresas de inteligência artificial. A denúncia foca em possíveis violações de leis antitruste, e não em crimes contra a humanidade.
Os grupos, que incluem o Demand Progress Education Fund e o Consumer Federation of America, argumentam que a prática representa uma escalada anticompetitiva. Eles alegam que a destruição de obras, especialmente livros publicados antes de 2022, visa criar uma barreira sistêmica para concorrentes no mercado de IA.
Segundo uma carta enviada à FTC, a estratégia de acumular e destruir material serve para aumentar custos de empresas rivais e negar acesso a material essencial para startups. Essa tática contrasta com a visão de que o conhecimento pode ser comercializado como um serviço básico, como água ou eletricidade, afirmou o CEO da OpenAI, Sam Altman.
A questão levanta preocupações sobre a destruição de repositórios de conhecimento humano. Os grupos defendem que a defesa contra essa prática deve ser legal, focando nos impactos negativos para outros negócios, em vez de apenas éticos.

