Um guaxinim em Seattle, conhecido por sua aparência compacta, foi identificado com síndrome da coluna curta, uma condição genética rara. O animal, que ganhou fama na internet, demonstra boa saúde, segundo especialistas, mas sua popularidade levanta preocupações sobre a segurança da fauna selvagem.
A síndrome da coluna curta é uma condição genética recessiva, explicou o ecologista Julian D. Avery, da Penn State University. Ela ocorre quando um gene defeituoso, presente em duas cópias, afeta a formação da coluna vertebral do animal, resultando em vértebras encurtadas ou fundidas. Avery comparou o processo a um molde que não se desenvolve corretamente.
Apesar da condição incomum, Avery declarou que animais com síndrome da coluna curta geralmente mantêm função cerebral e órgãos internos normais. Ele comentou que o animal parece ter superado o processo de desenvolvimento com sucesso. No entanto, o maior risco apontado não é a condição, mas a reação do público.
O especialista alertou que a alimentação de animais selvagens por pessoas os torna mais vulneráveis a atropelamentos ou à remoção por agentes ambientais. Por isso, Avery recomenda uma abordagem de não intervenção, incentivando a observação respeitosa à distância. As autoridades locais de conservação também apoiam essa filosofia.


