Uma plataforma de busca de educação infantil reuniu cerca de 300 escolas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, identificando instituições com mensalidades entre R$ 1 mil e R$ 3 mil na capital paulista. O sistema permite filtrar colégios por infraestrutura, metodologia de ensino e horários de funcionamento.
A ferramenta detalha se as instituições são bilíngues, se oferecem tempo integral ou parcial e se permitem que os responsáveis acessem câmeras de segurança ao vivo. Também estão listadas escolas que vetam o uso de telas para as crianças, as que iniciam o processo de alfabetização na educação infantil e aquelas que oferecem serviços de banho para bebês.
No quesito infraestrutura, o levantamento indica a presença de parques infantis, salas de repouso, banheiros adaptados, hortas, quadras e piscinas. O guia apresenta ainda o percentual de salas com ar-condicionado e a adaptação para pessoas com deficiência.
As informações foram coletadas via questionário de 12 perguntas enviado às escolas. Os itens abrangem desde a origem da alimentação e veto a ultraprocessados até a rotina de contação de histórias e contato com a natureza, além da vinculação a alguma religião.
Para a seleção das instituições, o critério inicial foi a presença de ao menos 30 alunos e a média de até 12 crianças por professor. A métrica segue resolução de 2024 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que visa garantir a interação e a responsabilidade no atendimento infantil.
A norma do CNE estabelece limites específicos por idade: cinco bebês por educador para crianças de zero a 12 meses; oito para a faixa de um a dois anos; 12 para bebês de dois a três anos; 18 para crianças de três a 48 meses e 20 alunos para a faixa de quatro e cinco anos.

