Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo, defendeu a criação de um gabinete de combate ao crime organizado com participação das forças de segurança federais. O ex-ministro da Fazenda afirmou que pretende presidir o gabinete e atuará junto ao secretário de Segurança Pública.
A declaração ocorreu durante campanha em Diadema, nesta sexta-feira, dia vinte e um. Haddad informou que buscará um assento para o presidente da República nesse gabinete. Ele declarou que aferirá os índices de criminalidade de maneira transparente, utilizando tecnologia e o apoio da sociedade civil.
Em entrevista a jornalistas, o candidato do PT também defendeu a ampliação do uso de câmeras por policiais. Ele alegou que há relatos de equipamentos desligados momentos antes do início de operações, o que compromete a função dos dispositivos. Segundo Haddad, as câmeras protegem os agentes de segurança que, segundo ele, sofrem mortes.
Após a coletiva, o petista participou de caminhada no centro de Diadema. Ele fez um apelo aos eleitores, afirmando que o grupo precisa virar um voto a cada dez apoiadores do outro candidato. Haddad comparou os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que os dados mostram que Bolsonaro “perde feio”.


