O candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad, questionou a Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) sobre uma abordagem ocorrida na noite de terça-feira, dia 11. Haddad afirmou que o horário alegado pela corporação para a fiscalização não corresponde à cronologia dos fatos relatados por ele.
O petista foi parado por um policial militar após deixar um evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo. Depois de ser liberado, seu motorista teria sido seguido por cinco quilômetros. O secretário de Segurança Pública, Delegado Osvaldo Nico, contatou Haddad para obter detalhes sobre o ocorrido.
Segundo a versão da pasta, os policiais realizavam uma operação contra quatro indivíduos suspeitos de roubo de celulares na Avenida Nove de Julho, quando abordaram o veículo do candidato. Haddad contestou essa explicação, dizendo que o boletim de ocorrência citava um roubo às 23h10, sendo que a abordagem ocorreu às 21h45.
O candidato disse que deseja esclarecer a situação para que haja um pedido de desculpas, defendendo que os cidadãos devem ser respeitados pelo poder público. Ele também questionou a perseguição do motorista, pois, segundo ele, este já havia sido identificado durante a abordagem inicial.
O registro policial do 27º Distrito Policial do Campo Belo descreve o crime de arrombamento de veículos na Avenida Nove de Julho. O documento não menciona o episódio com o motorista de Haddad, detalhando a apreensão de um veículo Fusion prata e a prisão de um adolescente envolvido no grupo.


