A Hapvida planeja reajustar em percentuais de dois dígitos ou cancelar contratos de quase um milhão de consumidores nos próximos meses. A decisão foi informada pelo CEO da operadora durante teleconferência de resultados financeiros nesta quinta-feira.
A companhia registrou um lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões no segundo semestre, valor que representa 95,8% a menos que o apurado no mesmo período do ano anterior. Apesar de registrar um aumento no número de usuários, a Hapvida mantém a posição de maior operadora do país, com 8,5 milhões de clientes.
Os 947 mil contratos que estão em avaliação para reajuste ou rescisão são majoritariamente coletivos e correspondem a 12% dos convênios da empresa. Segundo a operadora, as medidas são necessárias porque os contratos estão inadimplentes ou possuem mensalidades muito abaixo da média da empresa e da concorrência local.
Lucas Garrido, vice-presidente financeiro da Hapvida, detalhou que a operadora deve cobrar faturas atrasadas e reajustar os convênios em “duplo dígito forte”. Em último caso, os consumidores podem ter o convênio cancelado na data de aniversário do contrato, caso os aumentos não sejam aplicados ou as faturas não sejam pagas.
A rescisão unilateral de contrato coletivo é permitida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas a operadora deve notificar o consumidor ou a empresa contratante antes do cancelamento. O CEO da Hapvida declarou que a empresa não vê riscos jurídicos na decisão, pois o trabalho está ancorado nas regras contratuais e regulatórias.


