Um historiador afirmou que a invasão de agosto não conseguiu impedir a mudança de rumo do movimento na Tchecoslováquia. Segundo ele, o desejo por algo diferente do partido político se somou à pressão externa, dificultando um acordo mútuo.
Michal Stehlík explicou que o movimento tchecoslovaco começou a apontar para um caminho que os próprios comunistas não queriam. Os membros do partido começaram a questionar a censura e a buscar alternativas ao controle estatal.
O especialista mencionou que a situação não poderia ter chegado a um acerto pacífico. Os comunistas tchecoslovacos, por exemplo, não conseguiam conceber eleições livres, o que tornava a resolução difícil.
Stehlík também abordou os mitos que cercam os eventos de agosto. Ele citou o mito ligado a Leonid Brezhnev, dizendo que o líder foi um dos menos agressivos e tentou negociar até o fim. Os ativistas mais radicais estariam próximos a ele.

