Um homem de quarenta e seis anos, morador do Bronx, foi acusado de crimes de ódio federais por um ato violento em uma sinagoga em Midtown Manhattan. Em depoimento gravado, ele admitiu aos investigadores que suas ações foram motivadas por questões raciais e religiosas.
As promotorias federais informaram que o indivíduo proferiu falas antissemitas e depreciativas durante o interrogatório pós-prisão. Ele teria dito frases como “F— the Jews … It’s racial” e manifestado descontentamento com sinagogas, inclusive as de Israel.
O acusado responde a duas acusações de crimes de ódio e uma de destruição de propriedade religiosa que resultou em lesão corporal. O Departamento de Justiça indica que ele pode enfrentar até trinta anos de prisão. Durante o serviço do Shabat, na sinagoga central, ele teria agredido fisicamente e danificado dois castiçais de prata.
Autoridades relataram que, ao ser contido pela segurança, o homem agrediu uma congregada e um guarda de segurança. O indivíduo teria direcionado um insulto racial ao guarda, que é negro, antes de cuspir em seu rosto e golpear a órbita ocular esquerda.
O Comissário da Polícia de Nova York, Jessica Tisch, comunicou que a mulher e o guarda agredidos estão bem. O prefeito da cidade, Zohran Mamdani, expressou choque com a violência ocorrida durante o serviço religioso.

