A Justiça da Bahia condenou George Anderson Santos da Silva a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão. A sentença, proferida na madrugada desta quinta-feira, inclui cinco crimes cometidos contra a líder quilombola Tainara dos Santos.
O Ministério Público da Bahia denunciou o caso, e a condenação abrange feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma e munição. Além disso, o tribunal determinou o pagamento de R$ 300 mil para reparação de danos às vítimas e aos familiares.
Tainara desapareceu em 9 de outubro de 2024, em Cachoeira. Ela era líder do movimento quilombola na região e mãe de duas meninas. Segundo o MP-BA, o relacionamento entre Tainara e George Anderson durou cerca de cinco anos e era marcado por agressões físicas e psicológicas.
A denúncia aponta que, após Tainara manifestar desejo de encerrar o relacionamento, o acusado passou a persegui-la. Ele coagiu a vítima, sob grave ameaça, a assinar um contrato de divisão de imóvel, momento em que a levou em seu veículo. Tainara havia obtido medida protetiva, descumprida diversas vezes pelo acusado.

