Oscilações bruscas no consumo de energia de data centers de inteligência artificial estão sobrecarregando equipamentos vitais, como baterias e geradores, e causando desgastes prematuros. Esse fenômeno, impulsionado pelo rápido avanço da IA, gera custos adicionais e coloca em risco a estabilidade das redes elétricas globais.
A demanda energética dos data centers de IA difere dos sistemas tradicionais, pois apresenta picos de consumo dramáticos. Esses picos podem ser comparados ao de cidades pequenas ou metrópoles e podem ocorrer em segundos. Um data center de 1 gigawatt, por exemplo, equivale ao porte de Boston, e metade dessa carga pode ligar e desligar em poucos segundos, segundo Shannon Miller, fundador da Mainspring Energy.
O treinamento de novos modelos de IA intensifica o problema, mobilizando centenas de milhares de unidades de processamento gráfico (GPUs) que podem ligar e desligar em milissegundos. O consumo pode disparar até 50% acima da capacidade projetada. Fontes indicaram que turbinas a gás em instalações de IA apresentaram rachaduras, e baterias de suporte precisaram ser substituídas em questão de meses devido ao alto estresse.
As falhas de infraestrutura já geram impactos operacionais. Um campus de IA planejado no oeste do Texas teve seu fornecimento de energia adiado para 2028, em vez de 2027, devido a essas questões. Especialistas alertam que a falta de uso de tecnologias de estabilização, como baterias e capacitores, nos novos projetos agrava o risco de danos aos chips de IA e à rede elétrica como um todo.

