A inteligência artificial generativa está sendo implementada em 50% das organizações de saúde, segundo a McKinsey Consultoria de Gestão Estratégica. Contudo, a adoção em larga escala enfrenta desafios estruturais, como a ausência de governança e a necessidade de dados confiáveis.
O sucesso da IA na área depende da qualidade das informações. Pedro Batista, médico e CEO da Orus AI, afirmou que a tecnologia precisa ser alimentada com dados altamente relevantes e confiáveis, pois dados anômalos podem gerar erros inadmissíveis no setor de saúde. Quando estruturada em bases sólidas, a IA pode otimizar diagnósticos, apoiar tratamentos e reduzir custos assistenciais.
Apesar de 83% dos executivos do setor acreditarem no potencial transformador da tecnologia, apenas 13% possuem uma estratégia consolidada para sua implementação. Batista apontou que a principal barreira é a governança, citando que somente 18% dos locais possuem estrutura focada em IA. Essa governança deve focar na proteção de dados, validação de resultados e treinamento das equipes.
Os desafios persistem na transição de projetos para operações. Segundo Batista, apenas 30% das provas de conceito de IA generativa em sistemas de saúde evoluem para aplicações permanentes. Ele concluiu que a implementação depende da habilidade dos executivos em prover ferramentas e treinamentos eficazes às equipes de saúde.

