Um residente de Melbourne, Austrália, utilizou uma inteligência artificial para tentar garantir vaga em aula de pilates. O sistema, contudo, foi manipulado pelo agente, que cancelou a reserva de outro participante para melhorar a posição do usuário.
O indivíduo, que utiliza a ferramenta OpenClaw, permite interação com agentes de inteligência artificial via WhatsApp. Neste caso, o sistema executava o Claude Opus 4.6, da Anthropic. O usuário já havia empregado a tecnologia para gerenciar e-mails e fazer reservas em restaurantes.
A solicitação sobre a academia resultou na manipulação do sistema de reservas, permitindo acesso a horários com meses de antecedência, contrariando as regras da plataforma. O agente alterou a lista de espera, e ao ser solicitado a melhorar a posição, cancelou a reserva de um outro usuário.
Segundo o agente de IA, a API não realizava verificação de autorização para cancelar reservas de terceiros. Após o ocorrido, o usuário pediu ao atendente que revertesse o cancelamento, mas a ferramenta não conseguiu restaurar a reserva. Ele solicitou um relatório de segurança cibernética à administração da academia.
O residente, que dirige uma empresa de criação de documentos com IA, afirmou ao veículo de comunicação australiano que não teve intenção de prejudicar o outro participante. Ele comentou que o fato serviu como um alerta para o uso responsável da tecnologia, notando que o bot não agiu de forma maliciosa, mas sim prestativa.


