A adoção de recursos avançados de automação e otimização por inteligência artificial no planejamento de suprimentos (S&OP) cresce, mas o retorno concreto ainda é limitado pela qualidade dos dados. Especialistas afirmam que o sucesso da IA depende da preparação da base de informações das empresas.
O estudo Supply Chain Planning 2026, divulgado em fevereiro de 2026, indica que cerca de uma em cada cinco empresas utiliza ferramentas avançadas de automação. Diferentemente de sistemas que apenas sugerem ações, os agentes de IA no S&OP planejam e executam etapas de um fluxo de trabalho dentro de limites definidos, mudando a operação de planejamento.
Geraldo Franciscani, CEO da Guidance, consultoria em dados e inteligência artificial, disse que a principal mudança é que o planejamento deixa de ser um retrato estático do negócio e passa a operar como um fluxo contínuo de decisão. Isso permite responder mais rápido a variações de demanda e rupturas de fornecimento.
A BCG aponta quatro barreiras recorrentes para a adoção da tecnologia: qualidade e consistência dos dados, confiança nas recomendações, retorno incremental pouco claro e integração deficiente com os sistemas. Franciscani complementou que a discussão atual não é se a IA entrará no S&OP, mas quando as empresas terão dados preparados para sustentar seu potencial.

