O Ibovespa registrou queda de 1,51% nesta terça-feira, 11, perdendo mais de 170 mil pontos. A baixa foi influenciada por ações de primeira linha e sinais de nova saída de capital estrangeiro, em meio a temores domésticos e cautela global.
Os investidores da B3 analisaram a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. O Banco Central reafirmou que o ciclo de juros será ajustado “à luz da evolução do cenário”, citando choques de oferta como fator de influência na inflação. A ata também indicou que o balanço de riscos possui assimetria altista.
Apesar do cenário, o JPMorgan rebaixou as ações do Brasil para neutro na América Latina. O banco reduziu sua projeção para o Ibovespa ao final de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos, citando crescimento mais fraco e volatilidade eleitoral. No exterior, o fechamento do Estreito de Ormuz, que escoa cerca de 20% do petróleo mundial, gera instabilidade nas cotações.
Especialistas comentaram os dados. Um analista afirmou que a ata do Banco Central teve um tom mais duro, reforçando que a Selic deve permanecer em patamar restritivo. Outro especialista apontou que o IPCA de julho, que ficou em 0,07%, não deve impactar as próximas decisões de juros, pois o Banco Central segue desconfiado sobre a sustentabilidade da desaceleração econômica.


