O Ibovespa registra perdas consecutivas, enquanto os principais índices dos Estados Unidos, S&P 500 e Nasdaq, seguem em trajetória positiva. A análise técnica aponta caminhos distintos para os mercados, com o índice nacional sob pressão de vendas.
O cenário técnico do Ibovespa deteriorou-se nas últimas semanas. No gráfico semanal, o índice recuou mais de 3% nesta semana, totalizando a segunda semana consecutiva de queda. O índice acumulou valorização superior a 23% em 2026, mas devolveu parte desse ganho, mantendo cerca de 4% no ano.
A análise de médio prazo indica potencial baixista. A perda da mínima atual pode acelerar as vendas, levando o índice inicialmente para a região de 154.055 pontos. Abaixo, o suporte relevante situa-se nos 140.230 pontos. Para reverter a pressão, o Ibovespa precisa superar a faixa dos 180.680 pontos, o que poderia permitir uma nova tentativa de alcançar a máxima de 199.354 pontos.
Em contraste, o S&P 500 avança, renovando máximas históricas e caminhando para a terceira semana de valorização. O índice atingiu 7.815 pontos nesta semana, avançando 3,70% no período. A tendência se mantém positiva enquanto o índice permanecer acima das médias móveis, mas o Índice de Força Relativa (IFR) aponta para atenção em relação a possíveis realizações.
O Nasdaq também segue em alta, aproximando-se do recorde de 27.190 pontos. A máxima histórica funciona como principal resistência. Um rompimento pode impulsionar o índice para a região entre 27.675 e 28.445 pontos. A diferença entre os mercados reside na necessidade do Ibovespa de recuperar níveis para reverter a queda, enquanto os índices americanos precisam romper máximas para estender a alta.

