O índice Ibovespa fechou perto da estabilidade na segunda-feira, 17 de agosto, mas registrou leve queda. A performance marcou o décimo pregão consecutivo de perdas, impulsionada pela saída de investidores estrangeiros e incertezas políticas.
A bolsa brasileira tentou recuperar terreno no fim do pregão. O índice acumulava alta de 23,3% desde o pico de 10 de abril, mas a pressão de fatores internos e externos levou à baixa. O mercado também absorveu a decepção com os balanços de empresas no segundo trimestre.
O cenário internacional contribui para a aversão ao risco. Conflitos entre Estados Unidos e Irã mantêm o Estreito de Ormuz fechado, o que afeta o escoamento do petróleo. As cotações da commodity encerraram em alta de quase 3%, gerando preocupação com a inflação global.
Gustavo Harada, CIO da Blackbird Investimentos, afirmou que o fluxo de capital estrangeiro está saindo pelo risco internacional e pela desconfiança com a situação fiscal do país. Fabio Louzada, economista, disse que a percepção de risco do Brasil aumentou, exigindo prêmio maior para ativos locais.
Dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho indicam enfraquecimento da economia. Contudo, Louzada pontuou que o Banco Central fica limitado para responder à desaceleração se as expectativas de inflação e o ambiente fiscal permanecerem incertos.


