O Ibovespa avançou 0,90% na quarta-feira (19), atingindo 167.830 pontos, após uma sequência de onze pregões negativos. A alta foi sustentada pela recuperação de ações de peso e por melhorias no cenário externo, embora a tendência de curto prazo ainda apresente fragilidades.
A sequência de quedas havia retirado 6,55% do índice. O movimento de recuperação, que levou o Ibovespa a superar os 170 mil pontos em um momento, perdeu força ao longo do dia. A melhora no humor internacional ocorreu quando a recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos pressionou os juros americanos para baixo, beneficiando ativos de risco.
Contudo, a alta sofreu com o aumento dos juros longos americanos após a divulgação da ata do Federal Reserve. No mercado interno, dúvidas fiscais e eleitorais continuam a afetar o índice. Segundo análise técnica, embora a interrupção da queda seja um sinal positivo, o Ibovespa segue negociando abaixo das médias móveis de nove, vinte e cem períodos.
Para que a recuperação se confirme e não seja apenas um repique, analistas apontam a necessidade de maior volume comprador e rompimento de resistências importantes. A primeira barreira de resistência encontra-se entre 168.800 e 173.930 pontos. Superá-la seria um indicativo de consistência no movimento.
No lado de suporte, a região entre 164.835 e 161.745 pontos funciona como zona de contenção no curto prazo. A perda dessa faixa poderia intensificar a pressão vendedora, abrindo caminho para níveis inferiores, conforme projeções técnicas.

