O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 registrou a maior evolução acumulada em 20 anos, com as três etapas avaliadas — anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio — atingindo o maior valor da série histórica, iniciada em 2005.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que a melhora nos indicadores resulta de maior acesso, redução de reprovações e ganhos de proficiência dos alunos. O Ideb avalia desempenho em língua portuguesa e matemática, utilizando dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Censo Escolar.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice subiu de 6 para 6,3 entre 2023 e 2025, superando a meta estabelecida. Contudo, nos anos finais, o desempenho subiu de 5 para 5,3, permanecendo abaixo da meta de 5,5. No ensino médio, o indicador cresceu de 4,3 em 2023 para 4,5 em 2025, mas a meta de 5,2 não é alcançada desde 2013.
Um especialista avaliou que o ritmo de avanço foi menor nos anos finais do fundamental. Ele explicou que a defasagem de aprendizado nos anos iniciais pode gerar dificuldades posteriores. Além disso, a fase dos anos finais exige atenção às transformações cognitivas e emocionais dos estudantes.
Em relação aos municípios, o número de cidades com desempenho abaixo de 5 caiu de 4.110 em 2005 para 442 em 2025. A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, declarou que cerca de 70% desse grupo apresentou crescimento, embora abaixo do ritmo projetado pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

