Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, divulgados pelo Ministério da Educação, revelaram que o Distrito Federal ficou abaixo da média nacional. O Sindicato dos Professores denunciou o descaso com a educação durante o período de oito anos de gestão.
O índice, referente à rede pública do DF, alcançou 6,0 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, enquanto a média nacional foi de 6,1. O Sinpro apontou que, ao longo dos oito anos, houve sucateamento e falta de reajuste salarial para o magistério.
A gestão viu a substituição gradual de monitores por educadores sociais voluntários. Professores efetivos foram preenchidos por profissionais temporários com menos direitos. Em oito anos, contratos temporários respondem por dois terços dos profissionais em regência de classe.
A superlotação de salas de aula persiste, levando algumas regionais de ensino a medir os espaços físicos. Apesar disso, não houve construção de novas escolas, apenas obras viárias. A inclusão de estudantes com necessidades especiais foi tratada como problema administrativo, segundo relatos do sindicato.
O fracasso no Ideb é associado a cortes no investimento educacional durante o período. Os profissionais relatam falta de materiais básicos e redução na verba de custeio. O adoecimento da categoria, com pedidos de afastamento por burnout, aumentou no período.


