O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registra queda superior a cinco por cento em um intervalo de três a quatro meses. O recuo, que soma cerca de três por cento no ano, combina fatores macroeconômicos com dificuldades internas em determinados fundos.
Bernardo Sanches, analista, explica que o desempenho do mercado não pode ser atribuído a um único motivo. O contexto econômico do Brasil, que atravessa ano eleitoral com a taxa Selic em 14%, mantém a renda fixa como opção competitiva para investidores. Sanches observou que os fundos vieram de um ano de forte valorização em 2025.
O especialista divide o mercado em três grupos distintos. O segundo grupo, que sofreu desvalorizações de trinta a sessenta por cento, apresenta problemas de fundamento, como inadimplência ou crise de governança. O terceiro grupo acumula perdas entre quinze e trinta por cento, envolvendo veículos maiores e com muitos cotistas.
Dentro do terceiro bloco, Sanches identifica três situações. Fundos ligados ao desenvolvimento imobiliário sentem o impacto de juros altos, que dificultam o financiamento. Outro subgrupo enfrenta desconfiança devido a processos de consolidação, e um terceiro lida com questões de transparência e grandes emissões.

