O iFood enviou nesta sexta-feira (28) uma nota à Secretaria Geral da Presidência da República negando que a modalidade Mais Entregas prejudique a remuneração dos trabalhadores. A resposta atende a um pedido de esclarecimentos do governo federal, feito no dia 13 de agosto, após reunião do ministro Guilherme Boulos com entregadores por aplicativo.
Representantes da categoria haviam relatado ao ministro possíveis impactos negativos na remuneração, na organização da jornada e na autonomia profissional, além de questionamentos sobre os critérios de distribuição de demandas. Em resposta, a plataforma afirmou que a modalidade é opcional e visa oferecer maior previsibilidade de renda e de pedidos.
Segundo a empresa, o modelo Mais Entregas permite que os parceiros reservem regiões e períodos de atuação. A remuneração nesse sistema é composta por um valor fixo pelo período reservado, valores por pedidos realizados e eventuais incentivos. O iFood informou que há a garantia de um valor mínimo caso a demanda seja inferior ao esperado.
A plataforma declarou que os trabalhadores agendados ganham, em geral, entre 10% e 30% a mais do que aqueles que utilizam o modelo Nuvem. A empresa afirmou que as regras de ganhos são apresentadas no aplicativo antes da adesão e que a escolha é reversível, sem impacto nos indicadores da conta do profissional.
A nota esclarece que o Mais Entregas não substitui nem restringe o acesso ao modelo Nuvem. O iFood declarou que nenhum entregador ganha por hora menos do que o salário mínimo horário vigente no Brasil. De acordo com a empresa, o ganho médio por hora trabalhada via plataforma foi de R$ 29,65 em 2025.

