A negociação para manter a federação União Brasil-PP no palanque do PL no Rio de Janeiro segue sem desfecho, dois dias antes da convenção estadual. A tendência é que o partido homologue apenas as candidaturas já definidas, como Douglas Ruas e Carlos Portinho, deixando a escolha de vice e segunda vaga do Senado para depois.
A indefinição na montagem da chapa fluminense decorre de reveses, incluindo a disputa pelo Senado. A negociação travou após um nome indicado pelo União Brasil ser preso em flagrante por porte ilegal de fuzil, embora tenha sido liberado posteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal.
O cenário se complicou com a desistência do ex-prefeito de Nova Iguaçu, indicado pelo PP, da candidatura a vice de Douglas Ruas. Para evitar esse desfecho, Flávio Bolsonaro conduziu pessoalmente as negociações com os presidentes do PP e do União Brasil. A campanha avalia que o destino da chapa depende da decisão nacional da federação.
Em bastidores, interlocutores relatam que o presidente do PP consultou diretórios estaduais e encontrou amplo apoio à neutralidade. Apesar disso, a campanha admite discutir concessões, como ministérios estratégicos, caso a federação adira à candidatura presidencial de Flávio. O PL decidiu adiar as definições pendentes para não dificultar uma eventual recomposição com os partidos.


