A inadimplência empresarial alcançou o maior patamar da série histórica em junho. Dados da Serasa Experian indicam que nove vírgula um milhões de CNPJs estavam negativados no período, acumulando dívidas de R$ 232,9 bilhões.
Em maio, o número de empresas devedoras era de nove milhões, com débitos registrados em R$ 229,9 bilhões. Cada CNPJ negativado possui, em média, sete vírgula três contas em atraso, com valor médio de R$ 25.508,96.
As micro e pequenas empresas representam oito vírgula sete milhões dos devedores, totalizando noventa e cinco por cento do montante. O setor de serviços é responsável por cinquenta e cinco vírgula sete por cento dos casos, seguido pelo comércio, com trinta e dois vírgula dois por cento.
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, associou o cenário ao endividamento das famílias e ao aumento de recuperações judiciais. O comprometimento da renda das pessoas físicas com contas básicas chegou a setenta e quatro vírgula seis por cento.
Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, mencionou programas de apoio. O Pronampe registrou cento e oitenta e cinco mil repactuações, somando R$ 26 bilhões, e o ProCred360 contabilizou quarenta e sete mil negociações, no valor de R$ 2 bilhões.


