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Cotidiano

Incêndios consomem 5 mil m² de vegetação em Goiânia e região

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de agosto de 2026 12:50
Carla Fernandes
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Tempo: 3 min.
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Incêndios em áreas de vegetação consumiram 5 mil metros quadrados na Região Metropolitana de Goiânia no dia 26 de agosto. As ocorrências, registradas no Morro do Mendanha e na Serra das Areias, coincidem com um período de 78 dias consecutivos sem chuvas significativas na Região Central de Goiás e alta incidência de doenças respiratórias.

No Morro do Mendanha, no Jardim Petrópolis, testemunhas informaram ao Corpo de Bombeiros que um homem em uma motocicleta iniciou as chamas deliberadamente em pontos distintos. A operação de combate foi dificultada por encostas íngremes e ladeiras, exigindo o uso de viaturas menores. O fogo começou próximo a residências antes de avançar para a vegetação nativa.

Na mesma data, as chamas atingiram a Serra das Areias, em Aparecida de Goiânia, onde a origem do fogo não foi identificada e o controle foi auxiliado por uma chuva isolada. O Corpo de Bombeiros informou que provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental, com pena de dois a quatro anos de reclusão e multa.

A estiagem prolongada impacta a saúde pública. Goiânia contabiliza 1.062 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o banco oficial de saúde de Goiás. Em Anápolis, o número de notificações é de 1.215. A fumaça de queimadas, que contém monóxido de carbono e dióxido de enxofre, é apontada como fator de irritação das vias respiratórias.

Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicam que 117.712 hectares foram atingidos por incêndios em Goiás em 2026, alta de 13,9% em relação a 2025. Atualmente, 68 dos 246 municípios goianos estão em risco crítico, incluindo Caldas Novas, Itumbiara e Pirenópolis.

O Governo de Goiás, por meio do Decreto Estadual nº 10.962, suspendeu o uso de fogo em vegetação em todo o território estadual entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) monitora as áreas por satélite, enquanto a fiscalização de lotes urbanos cabe às prefeituras.

TAGGED:crime ambientalEstiagemGoiâniaGoiásqueimadassaúde pública
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