Estados dos EUA concedem incentivos fiscais a grandes projetos de data centers, mas análises indicam que o retorno econômico é limitado. Em vez de impulsionar a economia local, os subsídios geram prejuízos bilionários para as jurisdições, enquanto os empregos permanentes criados são insuficientes.
A atração de empresas de tecnologia por data centers exige subsídios governamentais e concessões de terra. Contudo, pesquisadores da Georgia Tech afirmam que, em áreas rurais, esses centros empregam menos de cem trabalhadores permanentes e dependem da importação de serviços especializados. Além disso, há relatos de que pelo menos catorze estados não divulgam os benefícios fiscais concedidos a essas empresas.
O impacto no emprego é questionado. Em Cedar Rapids, Iowa, dois projetos de data centers, um para a Google e outro para a QTS, devem gerar um mínimo de 61 vagas permanentes. Para um investimento combinado de 1,3 bilhão de dólares, o custo por vaga é de 21,3 milhões de dólares. Um relatório da Turner & Townsend também observou que a alta demanda por construções de data centers criou um mercado de ‘duas velocidades’, elevando custos em setores como habitação.
Os incentivos fiscais representam um custo alto para os estados. Uma análise apontou que Geórgia, Virgínia e Texas perdem mais de 1 bilhão de dólares anualmente com esses incentivos. Os pesquisadores da Georgia Tech explicam que o crescimento de empregos e salários prometido durante as campanhas de recrutamento local dificilmente ocorrerá por conta própria.

