O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta uma crise institucional após acusações de ter oferecido ao Marrocos a final da Copa do Mundo 2030 em troca de apoio político. A entidade desmentiu a alegação, classificando-a como falsa e enganosa, enquanto o dirigente também sofre pressão das ligas europeias.
As acusações surgiram após Infantino realizar uma reunião em Rabat, na quarta-feira (5), com diretores da entidade e membros do Conselho da Fifa que representam Egito, Níger, Mauritânia, Djibuti e Marrocos. A Espanha e o Marrocos disputam a sediar a decisão do Mundial de 2030, que terá Argentina, Uruguai, Paraguai e Portugal como coanfitriões.
Paralelamente, o dirigente enfrenta forte oposição das ligas europeias devido à proposta de expandir a Copa do Mundo 2030 para 64 seleções. A European Leagues criticou a iniciativa, afirmando que o cronograma de avaliação é impraticavelmente curto e que não houve consulta prévia ao ecossistema do futebol.
A pressão se intensificou com o vazamento de documentos que mostram a participação ativa de Infantino nas discussões sobre a criação da Superliga Europeia em 2020. Os arquivos indicam que o dirigente esteve envolvido em negociações de uma parceria de 12 anos, que previa a redução de datas internacionais e a concessão de direitos especiais à federação.

