Adultos entre 20 e 59 anos devem manter o cartão de vacinas atualizado para evitar doenças e garantir a saúde no ambiente de trabalho, segundo a infectologista Juliana Barreto. O grupo costuma ser esquecido em campanhas de imunização, que priorizam crianças e idosos, resultando em lacunas na proteção vacinal.
Uma pesquisa do Instituto Idea, realizada em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta que quase 30% dos brasileiros não aderem plenamente às campanhas de vacinação. A menor adesão foi registrada entre jovens de 16 a 34 anos.
A médica, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, indica a tríplice bacteriana para proteção contra difteria, tétano e coqueluche, com reforço a cada 10 anos. A vacina contra a gripe deve ser aplicada anualmente. A lista inclui ainda a pneumocócica 20, a tríplice viral para quem não completou o esquema na infância e a vacina contra herpes zóster, recomendada a partir dos 50 anos.
Sobre as hepatites, Barreto orientou que pessoas imunossuscetíveis e que nunca tiveram hepatite A façam duas doses. Para a hepatite B, doença de transmissão sexual, são recomendadas três doses para quem nunca foi vacinado.
A vacina contra o HPV é indicada para adultos que não receberam a dose na adolescência, mas a especialista informou que o imunizante está disponível apenas na rede privada. Outras vacinas citadas são as meningocócicas ACWY e B, febre amarela, Covid-19 e dengue.
A vacina contra a dengue é contraindicada para gestantes e lactantes, explicou a infectologista.

