A inflação na Argentina registrou 2,1% em julho, um aumento em relação ao mês anterior. O dado, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), interrompe a desaceleração observada no último trimestre e rompe a marca de 2% pela primeira vez em dez meses.
Os dados mostram que a inflação acumulada nos primeiros sete meses do ano atingiu 19,3%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a variação foi de 33,8%. O ministro da Economia, Luis Caputo, comentou sobre a aceleração, dizendo que o mês de julho é sazonalmente mais elevado.
Caputo afirmou que o processo de desinflação é fenomenal e que a política econômica atual levará a inflação aos níveis internacionais com o tempo. Ele também mencionou que outros países enfrentam inflação maior e crescimento menor devido ao aumento do preço do petróleo.
O setor de recreação e cultura foi o principal impulsionador da alta em julho, com crescimento de 5%, impulsionado por fatores sazonais de férias. Desde que assumiu em dezembro de 2023, o presidente Javier Milei implementou um ajuste fiscal que reduziu a inflação de três dígitos para cerca de 30% ao ano dois anos depois.
Apesar do ajuste, houve cortes em gastos públicos e demissões. A economia cresceu 1,7% nos cinco primeiros meses. Contudo, relatórios da Confederação Argentina da Média Empresa indicam queda nas vendas no varejo, que recuaram 2,1% comparado ao mês anterior.


