A inflação mensal da Argentina subiu 2,1% em julho, revertendo três meses de desaceleração. O aumento de preços, registrado em comparação com junho, representa um revés para o presidente Javier Milei. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo instituto de estatísticas Indec.
No período anual, a inflação atingiu 33,8%, um aumento marginal em relação aos 33,5% registrados no ano anterior, e ficou acima do esperado, segundo o Indec. A inflação específica na cidade de Buenos Aires registrou 2,9% na semana passada, impulsionada pelas férias de inverno e pelo aumento de passagens aéreas devido à Copa do Mundo.
O índice nacional de preços ao consumidor mostrou maior elevação em cultura e recreação, com alta de 5%. Restaurantes e hotéis tiveram aumento de 2,8%. A inflação núcleo permaneceu em 1,8%. Antes deste relatório, o ministro da Economia, Luis Caputo, anunciou que empresas sem receitas em dólares podem tomar empréstimos na moeda americana.
Caputo classificou o processo de desinflação desde a posse de Milei como “fenomenal”, mas reconheceu que julho é um mês sazonalmente alto. Economistas consultados pelo banco central projetam uma inflação de 29,8% para o fechamento de 2026, sinalizando uma desaceleração em relação às estimativas anteriores.


