O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,07% em julho, um ritmo menor que os 0,16% de junho. O dado acumulado no ano atingiu 3,44%, permanecendo abaixo do teto de 4,5% estabelecido pelo Banco Central.
A queda no indicador reflete a redução em itens como alimentos e combustíveis. O grupo Alimentação e Bebidas ficou negativo em 0,67%, impulsionado pela alimentação no domicílio, que recuou 1,14%. Em contrapartida, o grupo Habitação acelerou para 0,99%, puxado pela energia elétrica residencial, que subiu para 3,09%.
Analistas observaram que a piora qualitativa se concentrou em serviços. Este setor acumula alta de 5,86% nos últimos doze meses. Economistas citaram a alimentação fora de domicílio e reparo de veículos como fatores que impulsionaram essa elevação.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que a política monetária tem contribuído para a desinflação, mas o Banco Central considera que a demanda continua pressionando os índices. A instituição manteve o caráter restritivo da política monetária.
As projeções de mercado mostram divergência sobre cortes futuros na taxa básica de juros. Enquanto a maioria prevê uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, outras casas de análise defendem a manutenção da taxa atual, citando choques globais e a resiliência da demanda interna.


