A informalidade na economia de Goiás caiu para pouco mais de 35% no primeiro semestre de 2026, o menor índice registrado desde o início da série histórica, em 2016. Segundo dados do Novo Caged, o estado criou 44.316 novos postos de trabalho com carteira assinada no período.
A redução é contínua nos últimos anos. Em 2021, a taxa de informalidade em Goiás era de 40,2%. O movimento de formalização foi puxado principalmente pelos setores de serviços, que abriu 15.947 vagas, e de indústria, com 12.150 novas ocupações.
O economista Marcus Antônio Teodoro afirmou que a busca por previsibilidade de renda e o acesso a direitos como FGTS, contribuição do INSS, férias e 13º salário explicam a tendência. Teodoro citou também a escassez da oferta de mão de obra como um fator que favorece a formalização.
O empresário Felipe Mabel declarou que a manutenção da massa salarial nos serviços influencia o desempenho industrial, já que a produção da indústria goiana é orientada para o mercado interno. Para Mabel, a demanda sustentada pelo setor de serviços permite a expansão da atividade fabril.
Mabel, candidato a deputado estadual pelo Podemos, relacionou os números à atuação do governo estadual. Ele afirmou que investimentos em infraestrutura, segurança jurídica e programas de fomento ao crédito são essenciais para a manutenção da atividade econômica e a geração de empregos formais.

