A inteligência artificial está redefinindo a produção cinematográfica, com grandes empresas e cineastas independentes incorporando a tecnologia em diversas etapas. O avanço mobiliza o setor, gerando discussões sobre os impactos na criatividade e no mercado de trabalho.
Grandes empresas do entretenimento, como Google, Netflix, Amazon e Disney, desenvolvem projetos que aplicam IA em todo o processo audiovisual. Isso abrange desde a criação de conceitos visuais e efeitos especiais até a pós-produção. Um exemplo notável é o longa-metragem Misaligned, da produtora Particle 6, que apresenta Tilly Norwood como a primeira atriz criada por inteligência artificial.
A transformação também alcança cineastas independentes. Ferramentas de IA mais acessíveis permitem que equipes menores produzam filmes complexos, reduzindo os altos custos tradicionais da indústria. Essa mudança segue o padrão de outras revoluções, como a chegada do som e do streaming.
Atualmente, a IA ocupa praticamente todas as fases da produção, do roteiro à edição e à sonorização. Críticos alertam para riscos à criatividade e ao emprego, enquanto defensores afirmam que a tecnologia amplia as possibilidades de produção e diminui custos.

