Serviços de inteligência dos Estados Unidos trabalham com cenários de escalada russa, que variam de ataques cibernéticos amplos a incursões militares limitadas em membros da OTAN. A avaliação aponta que um possível ataque pode ocorrer entre o outono deste ano e 2029.
A análise indica que o objetivo de uma ação russa não seria iniciar uma guerra aberta com a Aliança, mas sim testar a rapidez e a unidade da resposta da OTAN. Segundo fontes americanas, o cenário mais provável de escalada seria direcionado aos países bálticos ou à Polônia. Os líderes americanos e da Aliança acreditam que a Rússia pode endurecer sua postura se não conseguir encerrar o conflito na Ucrânia mantendo sua imagem.
A OTAN declarou que avalia uma série de cenários possíveis e está preparada para eles. O porta-voz militar da Aliança, Martin O’Donnell, afirmou que a organização “sempre considera uma série de cenários possíveis e se prepara para eles”.
As preocupações não são apenas hipotéticas. Nos últimos anos, a Rússia já violou o território da OTAN. Incidentes recentes incluem um drone russo em Rumânia em maio e a descoberta de um drone com explosivos em Leipzig, Alemanha, que foi avaliado como pertencente a serviços de inteligência russos.
A situação é agravada pela escassez de munição dos EUA, afetada pela guerra com o Irã. Relatos indicam que cerca de 80% dos mísseis THAAD e metade dos Patriot foram esgotados durante o conflito, o que impacta o planejamento da Aliança.


