O número total de mortos pelas inundações que atingiram a fronteira entre o Nepal e a China na quarta-feira (26) subiu para 797, segundo a autoridade de gestão de emergências do Nepal e a imprensa estatal chinesa. Cerca de 3.048 pessoas continuam desaparecidas após o desastre.
No Nepal, o balanço provisório indica 781 mortos e 2.502 desaparecidos. Já na região autônoma chinesa do Tibete, foram registradas 16 mortes e 546 pessoas sumidas. As equipes de busca trabalham sob condições críticas, enfrentando uma espessa camada de lama que recobre as áreas atingidas.
Kawan Koirala, membro da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal, afirmou que os esforços de busca avançam com dificuldade. Ele relatou que as famílias tentam recuperar parentes, mas a lama impede a localização dos corpos.
O desastre foi provocado por uma avalanche de lama decorrente do colapso de uma geleira. A força da água e dos detritos soterrou casas, destruiu pontes e arrastou veículos em ambos os países.
Simon Stiell, responsável pelo clima na ONU, declarou em comunicado que o evento é um lembrete da fragilidade dos ambientes montanhosos. O representante afirmou que o aquecimento global, causado pela queima de carvão, petróleo e gás, torna tragédias como esta mais frequentes e graves, afetando principalmente comunidades vulneráveis.


