O fluxo de investidores estrangeiros reverteu em agosto, registrando um saldo negativo de R$ 7,2 bilhões na Bolsa brasileira. A retirada ocorre em meio às tensões geradas pela guerra no Irã e à proximidade das eleições no país.
O saldo de investidores internacionais em agosto é negativo, segundo dados da B3. O acumulado de 2026, contudo, permanece positivo em R$ 33,8 bilhões. Este mês figura como o segundo com pior saldo no ano, atrás apenas de maio, quando o resultado foi negativo em R$ 13,3 bilhões.
No início do ano, o fluxo foi diferente. Em janeiro, R$ 26,5 bilhões entraram na Bolsa, impulsionados pela expectativa de queda da taxa Selic. Atualmente, a projeção aponta para apenas mais uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que chegaria a 13,75%.
A guerra no Irã alterou o comportamento dos investidores globais. Eles diminuíram alocações em mercados emergentes e buscaram ativos com maior liquidez. Analistas temem inflação persistente, o que pode forçar o Copom a manter juros altos por mais tempo.
O risco político brasileiro também se tornou um fator de peso. O banco JPMorgan reduziu a recomendação para ações brasileiras de “overweight” para “neutra”, citando a volatilidade eleitoral. Pesquisas indicam que o presidente Lula tem 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%.


