Vinte e seis investidores solicitaram à Justiça medidas adicionais de transparência e fiscalização sobre o grupo Apex Partners. Eles alegam ter cerca de R$ 15 milhões expostos a produtos ligados às empresas Apex, Rhino e Carbyne. O pedido foi feito como intervenção no processo de Recuperação Judicial e Falência em Vitória.
Os solicitantes não se opõem à proteção judicial concedida, que impede cobranças individuais enquanto se avalia a recuperação. Contudo, o grupo defende que essa proteção deve ser acompanhada por mecanismos de controle proporcionais. A petição aponta que investidores individuais não participam das decisões sobre os recursos aos quais estão expostos.
A principal solicitação é a nomeação de um monitor judicial independente. Este profissional acompanharia os aspectos econômico-financeiros e patrimoniais, fiscalizando caixa, ativos e transações com partes relacionadas. Para operações acima de R$ 3 milhões, o grupo pede comunicação antecipada de setenta e duas horas.
Além do monitor, os investidores pedem a criação de uma comissão provisória com função meramente informacional. Essa comissão, que poderia ter até cinco integrantes, não teria poder de voto ou veto na gestão, mas serviria para encaminhar questionamentos à administração e ao monitor.
Outro ponto levantado é a preservação de registros financeiros e patrimoniais do grupo, incluindo e-mails corporativos e atas. O advogado que representa o grupo afirmou que a medida visa promover transparência e envolvimento dos credores no momento.


