A investigação conduzida pela Unidade de Ciberameaças da Comisaria General de Informação da Polícia Nacional apurou a divulgação de fotos e dados pessoais de quase dois mil agentes de segurança. A divulgação, que envolve policiais, guardas civis, militares e membros do Centro Nacional de Inteligência, foi causada pela indiscreção dos próprios afetados.
O apurado pela unidade policial não apontou falhas de segurança nos sistemas informáticos dos ministérios do Interior e da Defesa, nem um ciberataque complexo para roubar informações sensíveis. A Polícia Nacional investiga a disseminação dos dados pessoais.
A maioria dos casos constatou que os próprios membros das forças de segurança tornaram pública sua condição em redes sociais e em conversas de aplicativos de mensagens instantâneas. Essa exposição pessoal facilitou a divulgação das informações.
A investigação foca na indiscreção dos afetados, confirmando que o vazamento não decorreu de vulnerabilidades sistêmicas, mas sim de exposição voluntária dos dados por parte dos agentes.


