A deflação de 0,40% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em agosto reduziu a estimativa da taxa básica de juros para o término de 2026, que passou de 14,00% para 13,25%, segundo dados divulgados neste sábado (29).
A taxa acumulada em 12 meses caiu para 4,24%, vindo de 4,52% em julho. O resultado superou as previsões do mercado e foi impulsionado por impactos pontuais e transitórios, além da contenção nos indicadores subjacentes.
A perspectiva de interrupção nos ajustes do custo do dinheiro para este ano foi afastada diante do arrefecimento da atividade econômica. Para 2027, a expectativa é que ocorram novos cortes na Selic até que o patamar chegue a 11,50%.
No mercado de capitais, a Braskem comunicou em fato relevante no dia 24 de agosto a aprovação de um pedido de Recuperação Extrajudicial (RE). A solicitação contou com o aval de credores que representam 39,6% dos débitos abrangidos e abre um prazo de 90 dias para a formalização da proposta definitiva de reestruturação.
Um levantamento mensal com assessores de investimentos indicou retração na disposição de assumir riscos em renda variável, reflexo de quedas na bolsa e incertezas no cenário eleitoral. Apenas 10% dos profissionais pretendem expandir posições em ações, o menor nível desde maio de 2023.
Enquanto isso, a fatia de investidores disposta a diminuir a exposição ao segmento subiu para 17%. No setor aeroespacial, discussões no Farnborough Airshow apontam incertezas sobre o ciclo de aportes financeiros e a liderança do segmento, citando a Embraer como um dos atores centrais.


