O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,46 ponto percentual em relação à alta de 0,06% ocorrida em julho, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,24%.
A redução foi concentrada nos grupos de Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas. O setor de Habitação caiu 1,41%, puxado pelo recuo de 6,25% na energia elétrica residencial. O IBGE atribuiu a queda na conta de luz à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto, apesar da manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
No grupo de Transportes, a variação foi de -1%, com as passagens aéreas recuando 13,30% e os combustíveis caindo 1,43%. Já a categoria de Alimentação e bebidas apresentou deflação de 0,57%. O destaque foi a alimentação no domicílio, que caiu 0,97%, com reduções expressivas no tomate (-27,38%), batata-inglesa (-25,14%) e cenoura (-17,05%).
Todas as 11 áreas pesquisadas pelo órgão apresentaram variação negativa no mês. Na contramão, as Despesas pessoais tiveram a maior alta, de 0,66%, seguidas por Educação (0,46%) e Saúde e cuidados pessoais (0,40%). O indicador acumula alta de 3,09% no ano de 2026.
Curitiba teve a maior queda do país, com -0,82%, influenciada por passagens aéreas e energia elétrica. Belém (-0,74%) e Salvador (-0,71%) registraram as seguintes maiores reduções. Em São Paulo, a variação foi de -0,06%, pressionada por altas no leite longa vida (4,66%) e no conserto de automóveis (2,97%).
Os dados foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto, comparados ao período de 17 de junho a 15 de julho. A pesquisa abrange famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia.


