O principal negociador do Irã acusou Donald Trump de praticar “diplomacia teatral” em meio a divergências sobre um acordo bilateral. Enquanto isso, o tráfego marítimo nos gargalos regionais, como o Estreito de Ormuz, sofre paralisação acentuada devido à escalada de hostilidades.
O negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, fez a crítica em publicação na rede X, na quinta-feira. Ele comentou que a alternância entre ameaças de ataques e propostas de negociação configura “diplomacia teatral em repetição”. Autoridades iranianas, contudo, rejeitaram a alegação, afirmando que nenhuma negociação estava em curso.
O conflito se expande na região, com a Arábia Saudita alertando sobre preparativos para “múltiplos ataques coordenados” de milícias iraquianas, que atuam junto a houthis apoiados pelo Irã. Relatórios indicaram que os grupos planejavam atacar o reino em futuro próximo. O tráfego marítimo nos dois principais gargalos caiu acentuadamente; apenas duas embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, contra uma média pré-guerra de cerca de 130 a 140 travessias diárias.
Um projeto de plano envolvendo Irã e Omã, divulgado pela agência semioficial iraniana Fars, prevê restrições de trânsito no Estreito de Ormuz, proibindo navios dos Estados Unidos e de Israel. O endurecimento da posição de Teerã sobre o tráfego gerou impacto nos mercados, com os contratos futuros do Brent avançando 1,3%, para US$ 83,55 por barril.

