A Guarda Revolucionária do Irã lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait e Jordânia na segunda-feira, 13 de julho de 2026. A ofensiva foi uma resposta aos bombardeios norte-americanos em instalações militares iranianas. O ato amplia a escalada militar entre os dois países desde fevereiro de 2026.
Os ataques atingiram a base de Sheikh Isa, no Bahrein, e instalações militares dos EUA no Kuwait. Na Jordânia, o Irã declarou que mísseis e drones provocaram incêndios em áreas de armazenamento da base aérea Prince Hassan. O regime também afirmou ter destruído sistemas de radar em Omã.
O Ministério do Interior do Bahrein confirmou o acionamento de sirenes de alerta, sendo esta a segunda vez desde o início da retaliação iraniana que o país ativou o sistema. O Irã manteve a ameaça de restringir o tráfego no estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo e gás.
A Guarda Revolucionária também ameaçou abandonar o acordo de paz firmado em 17 de junho, que previa cessar-fogo e 60 dias para negociações. Em paralelo, o Comando Central dos EUA informou ter realizado ataques contra 140 alvos militares iranianos no sábado, 11 de julho, e mais de 300 alvos em três noites de operações.
A escalada militar pressionou o mercado de energia. O petróleo Brent subiu 4,3% na segunda-feira, atingindo US$ 79,31 por barril, embora a cotação permaneça abaixo dos maiores valores registrados desde o início do conflito.

